A Carreira em Engenharia Nuclear
A Engenharia Nuclear é o ramo da Engenharia que busca pesquisar e controlar o incrível potencial que existe dentro dos átomos.
Este poder, chamado de Energia Nuclear ou então Energia Atômica é um dos maiores poderes conhecidos pela raça humana, sendo a base também para a construção de nossa arma mais poderosa, no caso, as Bombas Atômicas.
Sendo usada para o bem, gerando energia elétrica e contribuindo para a medicina, ou para a construção de armas de guerra, a questão da Energia Nuclear é um dos ramos da ciência bem promissores.
Considerada durante boa parte do século XX, uma mera especialização da Engenharia Química, aEngenharia Nuclear só passou a ser considerada uma Engenharia Plena a partir da Segunda Guerra Mundial.
A partir desta época com o desenvolvimento das primeiras Usinas Nucleares e também da bomba atômica poucos anos depois, a Engenharia Nuclear deu um grande avanço, passando de uma ciência teórica para se tornar uma ciência cada vez mais prática.
Entre as principais funções do Engenheiro Nuclear, profissional de Engenharia Nuclear, estão a implementação de aspectos de segurança no trabalho com elementos radioativos, a administração do uso da radiação em campos, tais como medicina e geração de energia e também, eventualmente, o desenvolvimento e manutenção de armas.
O profissional de Engenharia Nuclear, por trabalhar com uma ciência avançada e extremamente multidisciplinar, atua junto com vários tipos de profissionais, desde matemáticos, passando por físicos, químicos e chegando até a trabalhar com geólogos, engenheiros de minas e militares.
É importante lembrar, no entanto, que o Brasil como um país pacífico, livre e democrático, não possui nenhuma arma de classe nuclear e também não possui nenhum programa de Engenharia Nuclearpara o desenvolvimento de tais armas.
O Curso de Engenharia Nuclear
Assim como todos os cursos de Engenharia, o Curso de Engenharia Nuclear começa com uma forte base teórica, nas áreas de matemática, física e química.
A partir do segundo ano, o curso de Engenharia Nuclear começa a ficar mais direcionado e o aluno tem matérias específicas, como reações nucleares, termodinâmica e física quântica.
A partir do terceiro ano, muitos laboratórios de física e química devem ser realizados e os estudos avançados continuam com mecânica dos fluidos, máquinas térmicas e princípios de funcionamento dos vários tipos conhecidos de Reatores Nucleares.
Nas universidades públicas onde é ministrado, o curso de Engenharia Nuclear, é necessário que seja elaborado um trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no final da graduação. O estágio é obrigatório na maioria das instituições.
O Mercado de Trabalho para Engenharia Nuclear
Como o Brasil não se dedica a produção de armas nucleares e também tem poucas usinas nucleares, o principal mercado para o profissional de Engenharia Nuclear é mesmo a indústria.
A indústria de medicina nuclear é uma forte empregadora, também existindo boas oportunidades em setores industriais tais como fabricação e manutenção de máquinas, como equipamentos de raios-X.
O aluno que tiver interesse em pesquisa na área atômica também pode fazer mestrado e doutorado passando a atuar como Acadêmico.
O governo é o principal empregador dos pesquisadores e as melhores oportunidades estão no estado do Rio de Janeiro, onde está localizado o Complexo Nuclear de Angra.

Grade Básica do Curso de Engenharia Nuclear
- Cálculo;
- Física;
- Química;
- Eletro-química;
- Reações Nucleares;
- Termodinâmica;
- Física Quântica;
- Mecânica dos Fluidos;
- Máquinas Térmicas;
- Radioatividade.
Melhores Faculdades
O curso de Engenharia Nuclear é um curso relativamente novo em nosso país. Devido a isso, somente uma instituição de ensino superior com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) ministra este curso:
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro.
Ernest Rutherford, o pai da Engenharia Nuclear

Ernest Rutherford, nasceu na cidade de Nelson na Nova Zelândia.
Vindo de uma grande família com muitos filhos, como era comum na época, passou uma infância de dificuldades.
Seu pai, nascido nas Escócia, mudou para a Nova Zelândia em 1842 em busca de uma vida melhor.
Em uma época em que havia pouquíssimos conhecimentos sobre Química, Rutherford desde jovem se mostrou um grande pesquisador.
Sempre cursando universidades públicas, devido a falta de dinheiro, Rutherford se formou aos 16 anos em Matemática e Ciências Físicas na Universidade da Nova Zelândia.
Após terminar seus estudos, passou a se interessar muito pela questão do Modelo Atômico. Trabalhando com pesquisador, foi orientado pelo professor J. J. Thomson que lhe apresentou a Teoria Atômica de Dalton, uma das bases da Engenharia Nuclear moderna.
Rutherford, no entanto, logo de início viu vários defeitos na Teoria Atômica de Dalton e a partir daí resolver partir pra ação e desenvolver a sua própria Teoria Atômica.
Pesquisando a questão do núcleo atômico e sua natureza em 1902, Rutherford, juntamente com seu parceiro Frederick Soddy descobrem as partículas alfa e beta, em 1902, lançando a primeira base para o que no futuro viria a ser a Engenharia Nuclear.
Em 1919, Rutherford finalmente formata sua Teoria Atômica apresentando o conceito de Prótons (positivos), Nêutrons (neutros) e Elétrons (negativos).
A partir desta idéia ele também deduz que o os átomos são divididos em 2 regiões, um núcleo extremamente pequeno e concentrado e também uma eletrosfera onde estão os elétrons, girando em torno do núcleo.
Nesta mesma época juntamente com seus principais alunos, Rutherford cria uma experiência que vai revolucionar a química e física, com a famosa Experiência de Rutherford.
Esta experiência, que provou de uma vez por todas a existência do núcleo atômico e também dos Elétrons, consistiu na seguinte montagem:

Os materiais, no caso, não foram escolhidos por acaso, foram escolhidos devido as suas propriedades específicas dentro da Engenharia Nuclear:
- Chumbo: Material resistente a radiação, pode ser usado para gerar um feixe direcionado de radiação.
- Ouro: Material com átomos grandes ideal para comprovar a distância entre os núcleos atômicos.
- Material Fluorescente: Facilmente identifica colisões atômicas em sua superfície, cada colisão vai gerar um pequeno brilho de luz.
- Paládio: Material radioativo emissor de partículas Alfa.
Após a montagem a barra de Paládio foi colocada dentro do chumbo, obtivemos o seguinte efeito:

Isso aconteceu, segundo a Engenharia Nuclear, pelo seguinte motivo: o núcleo dos átomos de ouros era duro, resistente e também muito pequeno, como pode ser visto na figura abaixo:

Esta experiência provou definitivamente como era o formato básico dos átomos e inspirou dezenas de cientistas após Rutherford a evoluir ainda mais o Modelo Atômico.
Muito reconhecido, ainda em vida, Ernest Rutherford foi nomeado líder da Royal Society of Science entre 1925 e 1930, sendo também condecorado como Lord Inglês no ano de 1931.
Rutherford morreu no ano de 1937, devido a uma hérnia umbilical que demorou a ser operada.
Não se sabe até hoje se suas pesquisas com radiação causaram sua doença, de qualquer modo, naquela época os pesquisadores ainda não usavam a proteção adequada.
Especializações da Carreira de Engenharia Nuclear
Dependendo do perfil do profissional, este pode optar pelas seguintes especializações dentro daEngenharia Nuclear:
- Reatores Nucleares: Especialização onde o profissional de Engenharia Nuclear cria projetos de novos reatores para usinas nucleares e também trabalha na manutenção de reatores já existentes.
- Radioproteção: Nesta especialização o Engenheiro Nuclear supervisiona o uso correto e também cria novos equipamentos para um trabalho seguro com materiais e máquinas radioativas. Muitas vezes o profissional de Engenharia Nuclear também fica responsável por treinamentos.
- Pesquisa e Ensino: Especialização onde o profissional de Engenharia Nuclear atua como acadêmico em projetos experimentais envolvendo Energia Nuclear e radiação em geral. O Engenheiro Nuclear também pode atuar dando aulas de conteúdos de matemática, química e física no Ensino Médio e em universidades.
Carreira em Engenharia Nuclear: Aspectos Positivos
A Engenharia Nuclear é um ramo em constante expansão e cada vez mais vão ser necessários profissionais de Engenharia para impulsionar a Indústria.
O setor de Energia Nuclear, em especial no Brasil, pode sofrer uma grande evolução nos próximos anos se concretizada a ideia de instalação de novas Usinas Nucleares no Nordeste.
Devido a grande quantidade de urânio que temos em nossas minas, é bastante vantajoso que novas usinas nucleares sejam construídas por aqui, ainda mais hoje em dia, que temos reatores nucleares muito mais seguros, confiáveis e econômicos. Porém os resíduos nucleares (lixo nuclear) ainda são um grande problema.
Carreira em Engenharia Nuclear: Aspectos Negativos
Por ser um ramo de Engenharia relativamente recente, embora tenha um grande potencial, ainda não há muitas vagas de trabalho disponíveis para profissionais de Engenharia Nuclear.
Fora do Sudeste, as vagas são praticamente contadas.
Outra desvantagem é o risco constante para a saúde.
Embora possamos dizer que os equipamentos de radioproteção modernos sejam muito seguros, sempre há o risco de acidentes que podem colocar em risco a vida dos Engenheiros Nucleares.
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